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Obesidade: a epidemia do século XXI

 

 A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma acumulação anormal ou excessiva de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde. Esta acumulação excessiva de gordura resulta de um desequilíbrio no balanço energético, nomeadamente quando existe uma ingestão calórica superior ao gasto energético.

Em muitos países da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) a prevalência da obesidade duplicou desde a década de 1980. Está a tornar-se rapidamente num dos principais desafios para a saúde pública do século XXI.

O número de pessoas afetadas continua a aumentar a uma taxa alarmante, particularmente entre as crianças. Em 2014, mais de 1,9 biliões de adultos (39% da população adulta mundial), têm excesso de peso e mais de 600 milhões (13% da população adulta mundial)  são obesos. A obesidade já é responsável por 2-8% dos custos com a saúde pública e por 10-13% das mortes na região da Europa.

A principal causa do ganho de peso é um balanço energético desequilibrado, em que a ingestão energética é maior do que o gasto energético. Este desequilíbrio pode resultar de dois aspetos:

  • Um aumento da ingestão de alimentos altamente calóricos, ricos em gordura saturada;
  • Diminuição da atividade física, resultado do estilo de vida cada vez mais sedentário.

As alterações da alimentação e dos padrões de atividade física são muitas vezes resultado das mudanças na sociedade e no ambiente e associadas à falta de políticas em diferentes setores como a saúde, agricultura, transportes, marketing, educação, planeamento urbano, processamento e distribuição alimentares.

A obesidade tem um grande impacto na saúde aumentando significativamente a mortalidade e morbilidade:

  • Mortalidade: a obesidade é uma das principais causas de morte passível de ser evitada. Pode reduzir a esperança de vida em 6-7 anos ou até 20 anos em casos de obesidade grave.
  • Morbidade: a obesidade pode ter efeitos secundários psicológicos e físicos muito significativos e é um dos principais fatores de risco em diversas doenças crónicas. Estes podem incluir a probabilidade de sofrer de doenças cardíacas, diabetes do tipo 2, pressão arterial alta, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono e um aumento do risco de não resistir a enfartes e a determinados tipos de cancro.

Veja ainda as dicas de como perder peso de forma saudável e os benefícios do consumo de Hortofrutícolas.

 

 

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