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Quais os principais complementos ao salário e benefícios em Portugal

Com a atual crise portuguesa as empresas tiveram de reinventar-se. Cada vez mais reter talento é uma tarefa árdua e que requer muita dedicação. Sendo assim, o melhor será aplicar uma política de compensação e benefícios que agrade tanto o colaborador, como o empregador.

A Mercer realizou um estudo “Mercer Total Compensation Portugal 2014″, que aborda quais as últimas tendências de compensação e benefícios. Foram inquiridos 106 445 postos de trabalho, de 302 empresas do mercado português.

No ano de 2014, os aumentos salariais mais evidentes são os grupos funcionais de maior responsabilidade, como a Direção Geral/Administração que obtiveram um aumento de 3,31% e os diretores de 1º linha com um aumento de 1,64%. As restantes famílias funcionais alcançaram ligeiros aumentos, nos valores entre 1,18% e 1, 56%.

Segundo Tiago Borges, Responsável da área de estudos de Mercado da Mercer, “No que se refere a incrementos salariais por níveis funcionais em Portugal tem-se observado que tendem a tornar-se cada vez mais uniformes.”

O responsável ainda salienta, a “tendência para uma maior penalização dos níveis funcionais com maior responsabilidade em períodos de crise, bem como aumentos mais acentuados em períodos de recuperação da atividade económica.”.

Os aumentos salariais são distribuídos conforme a política interna de cada empresa e são feitos preferencialmente em março (25%), e/ou em abril (30%).

Sendo assim, 70% dos inquiridos acredita que os incrementos salariais são atribuídos ou pelos resultados da organização.70% acha que devem depender dos resultados de cada colaborador.

Um dos pontos a reter deste do estudo não se prende com os aumentos salarias, mas sim com a retenção do número de colaboradores. 73% das empresas pretendia manter o seu número de colaboradores, enquanto apenas 19% o pretendiam aumentar.

Uma das novidades do estudo, é a inclusão dos níveis salariais dos recém-licenciados. Num ambiente tão competitivo são necessárias medidas para rentabilizar e identificar os melhores talentos e mantê-los. Apurou-se que o salário-base anual de um recém-licenciado varia entre os 12,600€ e os 18,075€.

No que diz respeito aos pacotes de benefícios, o estudo é bastante claro. 95% das empresas dá bónus anuais aos seus colaboradores, enquanto 55% atribuem um bónus trimestral ou mensal de incentivo de vendas aos seus trabalhadores, sobretudo na área comercial.

Em Portugal, os incentivos a curto prazo são pouco praticados pelas empresas. Apenas 28% dos inquiridos é que os implementam.

Entre os principais benefícios concebidos pelas empresas portuguesas, estão os complementos de subsídio de doença, atribuídos por 38% das empresas. 64% das empresas asseguram o pagamento dos 3 primeiros dias de baixa.

O plano médico é dos benefícios mais comuns, sendo que 90% dos entrevistados respondeu que cobre as despesas de hospitalização, parto, medicamentos e assistência ambulatória, óculos e lentes e próteses e ortóteses. Este custo é totalmente suportado pela empresa e muitas vezes extensível aos familiares.

Os seguros de vida são outro dos benefícios apresentados pelas empresas. Não tão importantes como o Plano médico, pois apenas 55% concede seguro de acidentes pessoais. Contudo, quando se trata de um seguro de vida as empresas investem um pouco mais, tendo em conta que a percentagem das empresas que atribuem este serviço é de 74%, que cobre particularmente invalidez e morte em caso de acidente.

Tendo em conta que as reformas são uma grande preocupação atual, 44% das empresas oferece aos seus colaboradores um plano de pensões.

Por último, as férias não passaram despercebidas pelas empresas. 56% das empresas concedem dias de férias extra (além do regulamentado por lei) aos seus colaboradores.

Na educação, 33% das empresas asseguram as despesas, associadas à educação dos colaboradores. Cerca de 18% das empresas participantes, atribuem subsídio escolar aos filhos dos colaboradores e cerca de 8% concede subsídios de creche.

 

 

 

 

 

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Cristina Barros

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